A chuva é um desafio, mas não impede que pela primeira vez, aos 65 anos, tenha decidido vir a pé ao santuário. Joaquim vem acompanhado pela mulher, que incentivou a vinda. Tinha contas pendentes com o divino.
“Fui eu que fiz promessa. Já há dois anos que sentia aquele peso de não cumprir e este ano tinha de ser. Tive um problema em família com o meu filho há dois anos, não foi há muito tempo, agora tinha de cumprir. [A peregrinação] não me custou nada, nadinha… não fiz uma única bolha", conta.
A boa vontade vai movendo os grupos que se aproximam da Cova da Iria. De Alter do chão, 4 dias de caminho
“Estou muito contente por juntar tanta gente com a Nossa Senhora de Fátima e o que nos faz vir é a nossa fé, não só lembrarmo-nos de pedir nas horas de maior dificuldade, mas sobretudo agradecer. Quando entramos na Cova da Iria e no Santuário é uma sensação única que só quem vive sabe descrever. por palavras não é descritível”, explica uma peregrina.
E para quem tem dúvidas, entre arriscar ou não, fica o conselho.
“Vão sempre doer, vai sempre custar, mas se o grupo for bom ajuda muito porque as pessoas ficam unidas, ajudam-se mutuamente até pessoas que não se conhecem e que se conheceram naquele preciso momento e se juntam para a peregrinação”, diz outra peregrina.
Com a proteção daquela a quem os católicos chamam mãe no dia associado à última aparição no santuário.
