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Obra de ligação Sines-A2 levanta dúvidas aos moradores de Santiago do Cacém

É uma intervenção poderá deixar de fora acessos fundamentais para os residentes de Santiago do Cacém. As comissões de utentes estão preocupadas e querem que o projeto seja revisto em tempo útil.

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O Governo vai investir 28 milhões de euros na obra de ligação de Sines à Autoestrada do Sul. É uma intervenção há muito esperada pela população, mas que poderá deixar de fora acessos que são fundamentais para os residentes de Santiago do Cacém. As comissões de utentes estão preocupadas e querem que o projeto seja revisto em tempo útil.

As obras de ampliação do IC33 estão concentradas no troço entre Relvas Verdes e Roncão, que vai passar a ter quatro faixas.

É a primeira fase do projeto que liga Sines à Autoestrada do Sul. Esteve parado, em tempos, por opção política e contra a vontade dos residentes.

A obra foi adjudicada à empresa DST e é financiada a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência, mas os moradores do concelho de Santiago do Cacém temem que a requalificação dos acessos paralelos não faça parte do plano.Para muitos, estes caminhos são a única maneira de aceder à estrada principal.

A segunda fase da obra, consignada a 8 de julho deste ano, ainda aguarda pela Avaliação de Impacto Ambiental, mas já vem contemplada no Orçamento do Estado para 2025: 28 milhões de euros para concluir a ligação.

É o investimento mais avultado a nível rodoviário e vai servir, sobretudo, para melhorar as acessibilidades ao Porto de Sines.

Os trabalhos decorrem a bom ritmo, mas a primeira fase da obra só deverá estar concluída em 2026. Ainda não há data prevista para a intervenção no sentido Grândola-Norte.