Nos primeiros oito meses do ano, o Ministério Público abriu quase um inquérito por dia por maus-tratos em lares de idosos. Por essa razão, a Associação de Apoio à Vítima alerta para a necessidade de formar profissionais para que estas situações possam ser prevenidas.
Entre 2023 e 2024 pouco mudou. Nos primeiros oito meses do ano, o Ministério Público abriu 219 inquéritos por suspeita de crimes em lares, apenas menos um do que no mesmo período do ano passado.
Entre os novos processos e os que transitaram do ano anterior, no final de agosto estavam abertas 318 investigações, menos 76 do que em 2023.
Os números do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, avançados pelo jornal Público, revelam que a maioria dos inquéritos correspondem a suspeita de "condições indignas e cruéis de tratamento" ou apropriação indevida de rendimentos. Situações que a APAV também confirma como sendo as mais comuns.
Há um ano, mais de metade dos lares em funcionamento no país eram ilegais, uma situação que também potencia casos de maus-tratos.
A APAV alerta para a necessidade de investir em respostas públicas e apostar na formação dos profissionais.
Além das 318 investigações em curso, nos primeiros oito meses do ano, 100 casos foram arquivados e 44 anexados a outros processos, sendo que apenas uma das investigações deu lugar a acusação.
