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Empresas sentem-se aliviadas com o fim das portagens nas ex-SCUT

No dia 1 de janeiro, deixa de haver a cobrança de portagens em várias autoestradas. A medida é encarada como uma oportunidade para o interior do país.

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O fim das portagens é aguardado com expectativa, e é só fazer as contas. O que era visto como um custo de contexto vai agora deixar de pesar no orçamento anual das empresas, e até os clientes podem vir a ter benefícios.

"[As empresas] vão continuar a vender mais para o país e lá para fora. Não esquecer que estamos muito próximos de Espanha, que não tem portagens. Era outro peso para nós e agora estamos de igual para igual com eles", disse, à SIC, o empresário Ricardo Fernandes, um testemunho de quem gere uma empresa de materiais de construção que distribui para todo o país e que é partilhado por outros setores de produção.

Será também um alívio para quem é obrigado a deslocar-se para trabalhar. Utilizar as estradas nacionais nunca foi alternativa: a viagem é morosa e pouco segura, mas agora o caminho sem portagens vai permitir poupança.

"Gasto cerca de 60 euros por mês, mas tenho uma colega que dá aulas em Abrantes vai e vem todos os dias para a Guarda, gasta cerca de 200 euros por mês, disse, à SIC, o professor João Pereira.

O fim das portagens, que está por dias, é encarado como uma vitória do interior do país. A partir de 1 de janeiro, deixa de haver cobrança de portagens em oito vias rápidas, após mais de 13 anos de luta das populações do interior do país.