Não estão a trabalhar, nem a estudar ou a fazer formação profissional. São jovens inativos por razões diversas. Porque abandonaram a escola cedo demais, por doença ou incapacidade, por falta de oportunidades ou falta de motivação - é a chamada Geração "nem-nem".
A União Europeia (UE) põe nesta categoria os jovens com idades entre os 15 e os 29 anos. Mas, em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística (INE) alarga a fatia que vai dos 16 até aos 34 anos.
É com base nos dados do INE, que o Jornal de Notícias fez as contas e concluiu que entre 2022 e 2023 aumentou o número de jovens sem qualquer vínculo laboral ou escolar.
Dos quase 2 milhões e 300 mil jovens que o país tem, cerca de 206 mil estavam neste limbo. Ainda assim foi um dos números mais baixos dos últimos cinco anos.
Foi nas regiões do Norte e do Alentejo que a situação mais se agravou. Os especialistas consultados pelo Jornal de Notícias apontam várias explicações para o aumento dos jovens arredados do ensino e do mercado de trabalho.
Desde logo os custos associados ao ensino superior como, por exemplo, o valor das rendas que é incomportável para muitos estudantes deslocados. Por outro lado o abrandamento das exportações de alguns setores relevantes pode ter contribuído para uma subida do desemprego nesta faixa etária.