Esta terça-feira de manhã, com as alterações implementadas pela Fertagus, o cenário vivido na estação de comboios do Pragal, em Almada, é bem diferente daquele que era vivido há duas semanas.
Desde meados de dezembro até esta segunda-feira, os comboios que ligam a margem sul do Tejo a Lisboa começaram a passar com mais frequência de 20 em 20 minutos ou de 10 em 10, nas horas de ponta, quando antes passava apenas de hora em hora ou de 30 em 30 minutos.
Uma alteração que significou uma diminuição no número de carruagens por trajeto, uma vez que o número de comboios se manteve inalterado. Nas últimas cinco semanas, muitos foram os que ficaram para trás e chegaram a perder três comboios.
Para responder às queixas, a Fertagus reforçou a circulação de comboios com mais carruagens. Nas horas de maior procura, há menos constrangimentos, mas ainda há quem fique para trás quando perto das 8:00 o comboio vem de Setúbal e tem apenas 4 carruagens.
“Este comboio das 8:29 que acabou de passar, é um comboio que vem de Setúbal e só para as pessoas terem noção, entre Setúbal e o Pragal são 10 estações… e vem com quatro carruagens. Era impossível sequer considerar que se conseguisse entrar neste comboio, com a agravante que vem atrasado porque as pessoas depois também querem entrar, forçam as portas e isso tudo atrasa também”, explica uma senhora que estava à espera do comboio no Praagal.
Do lado da Fertagus, a operadora garante que "foi possível implementar as alterações previstas na oferta para o período da hora de ponta, com resultados positivos" e reconhece os constrangimentos descritos que justifica com atrasos no serviço da CP.
No início de janeiro, a responsável pelo serviço de passageiros tinha já admitido alterar a capacidade dos comboios caso a ocupação o justificasse.
