Foi declarada insolvente no final do ano passado e deixou 250 trabalhadores na incerteza. Na assembleia de credores, realizada no tribunal de Viana do Castelo, dezenas apareceram para ficar a saber o destino da Cablerias, uma unidade de produção de cablagens em Valença.
“Havia a possibilidade de ser recuperada, não existindo atualmente, não sendo viável, então foi decidida a liquidação”, diz Ana Filipe, advogada do sindicato de indústrias metalúrgicas e afins.
“Já sabíamos que a empresa não tinha pernas para andar ou seja já sabíamos que ia para liquidação. Esperávamos que ficasse decidido qual era o dia de fecho e afinal não ficou nada decidido”, explica Cátia Ribeiro, funcionária da Cablerías
Sem data de fecho, a fábrica continua a produzir enquanto houver encomendas. Não há salários em atraso, mas os trabalhadores reclamam mais de um milhão de euros em indemnizações e direitos. E serão os primeiros credores a receber.
“Os credores, por sua vez, estão de certa forma salvaguardados e poderão ter acesso ao fundo de garantia salarial e são credores privilegiados, como o nome indica, estão pagos acima dos outros”, explica a advogada.
A empresa espanhola do setor automóvel instalou-se em Valença há 16 anos, mas em 2007 criou uma unidade de produção em Marrocos. As dívidas ultrapassam os 6 milhões de euros. A maioria dos credores são empresas de trabalho temporário.
