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Portugal, a porta de entrada da cocaína para a Europa: como as apreensões cresceram 160% nos últimos anos

Outra grande preocupação em Portugal é a importação de laboratórios e de cozinheiros para produzir cocaína. Alguns já foram desmantelados pela PJ, como este em Torres Vedras, mas estas estruturas multiplicam-se.

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A apreensão de cocaína aumentou mais de 160% nos últimos anos em Portugal. Em 2023, foram batidos todos os recordes de apreensão, com mais de 21 toneladas. A maioria da cocaína tem origem na América Latina e está associada às maiores redes criminosas, como o PCC.

A cocaína, que viaja sobretudo em contentores desde o outro lado do Atlântico, é quase sempre produzida em quatro países: Colômbia, Bolívia, Peru e, mais recentemente, o Equador.

Depois, é vendida a poderosas organizações criminosas, como o PCC, a maior do Brasil, que se encarrega de a fazer chegar à Europa, sendo uma das portas de entrada Portugal.

Quando chega aos principais portos marítimos nacionais, só com uma "mão amiga" consegue escapar à fiscalização.

Só em 2023 foram apreendidas mais de 21 toneladas de cocaína, um valor recorde, 31% acima do ano anterior. 7.500 pessoas foram detidas. O tráfico aumentou mais de 160% nos últimos anos.

As autoridades admitem que muitos fardos de droga terão conseguido fugir à fiscalização, chegando ao mercado com o selo do PCC (Primeiro Comando da Capital) e de outras redes criminosas, como os cartéis colombianos.

Outra preocupação, ainda mais recente em Portugal, é a importação de laboratórios e de cozinheiros para produzir cocaína. Alguns já foram desmantelados pela PJ, como este em Torres Vedras, mas estas estruturas multiplicam-se.

Nesta rota do crime, através da costa portuguesa, há também o haxixe, que vai chegando em grandes quantidades – quase 38 toneladas em 2023.

É um negócio de milhões, liderado sobretudo por traficantes do norte de África, em particular de Marrocos.