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FPF vai constituir-se assistente da Operação Mais Valia

O diretor da Polícia Judiciária afasta suspeitas sobre Fernando Gomes a propósito do processo que investiga comissões ilegais com a venda do antigo edifício da federação. São conhecidos até agora dois arguidos: o empresário Carlos Marques e o ex secretario geral da federação Paulo Lourenço.

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O negócio foi feito em 2018 quando à frente da federação portuguesa de futebol ainda estavam Fernando Gomes e Tiago Craveiro. O processo vem a público no dia em que Fernando Gomes tomou posse como presidente do Comité Olímpico.

E foi ao lado do próprio que o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) afastou possíveis suspeitas. “O Dr. Fernando Gomes e o Dr.Tiago Craveiro não são visados nesta investigação. Não há qualquer indício. A investigação já tem anos, tem um objeto bem delimitado e temos os suspeitos bem identificados”, explica Luís Neves. 

Luís Neves acredita, no entanto, que em breve haverá mais arguidos. Até agora há dois nomes conhecidos: o do empresário Carlos Marques e do ex secretário geral da federação.

Paulo Lourenço já veio dizer que está inocente, nada tem a esconder e que não teve influência nenhuma na venda do edifício e que não obteve qualquer benefício com o negócio.

De acordo com uma notícia do site da Federação Portuguesa de Futebol, o antigo edifício sede no centro de Lisboa foi vendido por 3,9 milhões de euros. Diferente dos 11,2 milhões que constam do relatório e contas da altura. De acordo com o documento, as mais valias foram superiores a 2,7 milhões. 

A venda intermediada por várias empresas e escritórios de advogados levanta suspeitas do pagamento de comissões ilegais. De acordo com o Público, o prédio terá começado por ser vendido a uma empresa unipessoal da mulher do socialista António Gameiro, que até agora não foi constituído arguido.Ex-deputado que em 2021 viu-lhe ser levantada a imunidade parlamentar por causa da Operação Triângulo.

Neste caso há indícios de corrupção, recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio e fraude fiscal. Na terça-feira, a PJ esteve no atual edifício da federação a recolher documentos, tablets e telemóveis. Esta segunda-feira,  a atual direção esteve reunida de urgência e já se sabe que vai constituir-se como assistente no processo.