Pedro Nuno Santos chamou Maria do Rosário Gama, presidente da Associação de Reformados, para uma reunião de que sai a dizer que o PS confia que continua a ter este eleitorado.
"Foi o Partido Socialista que sempre que governou aumentou as pensões para lá daquilo que previa a lei. Não foi a AD. Mesmo na oposição fomos nós. Portanto, temos uma relação de confiança com os reformados em Portugal que não se perde em pouco tempo e a AD não consegue construir uma relação de confiança depois das malfeitorias que durante anos fizeram aos mais velhos em Portugal, afirmou Pedro Nuno à saída da reunião.
A tentativa de diferenciação da AD está também nas promessas eleitorais: aumentos em vez de bónus.
"Sempre que a economia portuguesa nos permitir vamos fazer aumentos permanentes, por oposição àquela que era e é a estratégia da AD que é de dar bónus pontuais", acrescentou.
Também quer dizer que o PS não vai permitir a privatização da segurança social e que tem medidas de saúde para evitar idas de idosos aos hospitais, com a criação de equipas multidisciplinares.
À hora da reunião, Luís Montenegro dizia que o país político passou a ir atrás da agenda do Governo na segurança e imigração.
"Isso é um absurdo, é uma demonstração de um ego muito grande que não corresponde à realidade. O PS tem uma posição equilibrada sobre imigração em muitas matérias. O que aconteceu foi que Montenegro se 'venturizou' ", garantiu ainda o secretário-geral do PS.
Fica a divergência também na personalização política.