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Liberdade saiu à rua em Lisboa numa avenida cheia de cravos (apesar do luto nacional)

O Governo decidiu adiar as celebrações do Dia da Liberdade, por causa do luto nacional pela morte do Papa Francisco. No entanto, o tradicional desfile na Avenida da Liberdade manteve-se. E as críticas à decisão do Executivo estiveram por todo o lado.

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A Avenida da Liberdade, em Lisboa, encheu-se, esta sexta-feira, para celebrar os 51 anos da Revolução de Abril.

A poucas semanas das eleições, foi inevitável que o assunto fosse também a atualidade política.

“Este é um dia de festa do povo português. Infelizmente, temos um governo que está à janela a assistir. De qualquer forma, é governo até dia 18 de maio. Estamos absolutamente convencidos de que vamos ganhar estas eleições”, assinalou o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, que participou no desfile comemorativo do 25 de Abril.

O adiamento das celebrações por parte do Governo, em dia de luto nacional devido à morte do Papa, andou de boca em boca.

“O Governo deve ter gratidão também, porque hoje não celebramos só o 25 de Abril de 1974. Celebramos o de 1975, o primeiro voto livre, universal e, eu acrescentaria, justo”, defendeu o líder do Livre, Rui Tavares.

“É esse voto que dá legitimidade aos governos. Um governo que não percebe isso é um governo que é ingrato e não percebe a sua legitimidade”, atirou.

Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, sublinhou que estas celebrações não são “uma festa”, mas, sim, a memória de “uma revolução que acabou com o fascismo”.

“Isto não é nenhuma festa. As festas podem-se adiar. As celebrações não se adiam. A maior resposta a essa “brincadeira” que o Governo decidiu fazer está a acontecer aqui”, declarou.

A Revolução dos Cravos celebrou-se, então, com a avenida cheia. “Temos de continuar a vir. Sempre. Não se pode deixar de vir”, defendeu uma participante, que recorda o 25 de Abril de 1974 como “um momento único na vida” e que, diz, desfila também pela avenida com “lágrimas nos olhos” pela morte do Papa Francisco.