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Gouveia e Melo: "Ninguém quer ir para as Forças Armadas, os jovens não querem fazer o sacrifício"

No Clube dos Pensadores em Gaia, Gouveia e Melo falou sobre o papel de um Presidente da República e defendeu ainda a regulação da imigração, a redução de impostos para empresas e uma economia livre com o mínimo de intervenção do Estado.

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No Clube dos Pensadores em Gaia, Gouveia e Melo diz que o Presidente da República deve ajudar o país a centrar o debate nos temas essenciais ao país. O almirante acredita que o tema da Defesa devia estar a ser mais discutido na campanha eleitoral.

“Quando perguntamos às nossas populações, ninguém quer ir para as Forças Armadas. Os jovens não querem fazer o sacrifício pelas sociedades. A pergunta que podemos deixar aos jovens é, se isso correr mal, onde é que vão comprar o bilhete de avião e para qual país. A defesa tem de captar investimento que permitam à nossa tecnologia gerar uma maior produtividade.”

E se a defesa não tem sido tema, as ideias da campanha eleitoral também ficam aquém das expectativas de Gouveia e Melo, que não vê “uma ideia e um objetivo comum” para o país. A menos de um ano das eleições presidenciais, o homem que as sondagens apontam com o favorito diz de que forma se deve exercer o cargo.

“Quando o Presidente fala, é o Estado que fala. Quando o Estado fala, deve ser significativo no que diz, sobre temas importantes, com coerência. Se não o fizer, desgasta a palavra e o instrumento (…) As presidenciais devem ser um contrapeso a esta espuma dos dias. O Presidente deve fazer uma agenda de médio e longo prazo.”

No Clube dos Pensadores em Gaia, Gouveia e Melo defendeu ainda a regulação da imigração, a redução de impostos para empresas e uma economia livre com o mínimo de intervenção do Estado.