País

Sem salários há 2 meses, 130 operárias da Guarda denunciam ameaças constantes e falta de condições de trabalho

Assédio laboral está entre as queixas, assim como a falta de condições de trabalho e o atraso no pagamento de salários. O dia seria de greve, mas a administração sinalizou como dia extra de férias.

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Cerca de 130 trabalhadoras de uma fábrica de brinquedos da Guarda estão sem receber salário há dois meses. Concentraram-se esta sexta-feira de manhã em protesto no dia que seria de greve mas que a administração transformou em dia extra de férias.

Pintam brinquedos em PVC desde 2020, mas esta sexta-feira saíram à rua para dizer que os donos da empresa não podem brincar com a vida de 130 pessoas.

Garantem que nunca tiveram dia certo para receber, mas agora estão sem salário há dois meses.

Em cinco anos de laboração é a primeira vez que denunciam publicamente o que lá vai dentro.

Assédio laboral está entre as queixas. Em resumo, nem salários nem condições para trabalhar, garante a estrutura sindical afeta à CGTP que convocou a greve.

Ninguém advinha o futuro, mas o presente já é mau. Protestos em dia de greve que a administração sinalizou com dia extra de férias.

A SIC fez uma tentativa de contacto com os donos da MB2 na sede da outra empresa que gerem no Porto, mas sem sucesso.