Foi alargado até 31 de maio o prazo para a limpeza de terrenos florestais, mas muitos proprietários consideram que o esforço atual pode ser inglório. Num ano particularmente chuvoso, teme-se que a vegetação volte a crescer rapidamente.
Na freguesia de Sezures, em Penalva do Castelo, é fácil encontrar exemplos de dificuldades no cumprimento da lei da limpeza da floresta. Além da chuva, que dificulta os trabalhos, há também cada vez menos mais disponíveis. O envelhecimento da população do interior do país pesa e muitos proprietários não têm capacidade física ou financeira para manter os terrenos limpos.
Apesar do passado recente - Penalva do Castelo foi um dos concelhos mais afetados pelos incêndios em setembro do ano passado - há ainda muito por fazer. A falta de meios e reduzida valorização económica das propriedades dificultam a mobilização. Quem tem terrenos, tem trabalho e o valor patrimonial raramente compensar o esforço e os custos.
