Assinala-se esta segunda-feira o Dia do Médico de Família. Os profissionais sublinham a importância dos cuidados primários, sobretudo em regiões distantes dos centros urbanos. Em Terras de Bouro, quem vive a quase 30km do hospital dá ainda mais valor a ter um médico de família.
“É sempre bom ter médico, é aqui perto minha casa. Sou diabético, tenho 65 anos. Estamos bem servidos, havia de ser melhor, mas há sítios com mais queixas”, diz Paulo Silva.
A médica que atende o homem de 65 anos é Bárbara Pereira, novata na profissão, que tem a seu cargo uma lista de 1.900 utentes. Bárbara não se arrepende da especialidade que escolheu.
Há mais utentes sem médico de família
Há quase mais 68.000 pessoas sem médico de família em relação ao mesmo período do ano passado, ou seja, uma subida de 4,3%.
A falta de médicos de família afeta sobretudo a região de Lisboa e Vale do Tejo, seguido do Algarve e Alentejo.
Na região Centro, quase 11% dos utentes estão sem este apoio médico. O Norte continua a ser a região com melhor cobertura.
