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Com redes cada vez mais sofisticadas, o combate ao narcotráfico torna-se mais difícil em Portugal

Portugal, com sua extensa costa e Zona Económica Exclusiva, é uma porta de entrada estratégica para o narcotráfico na Europa. As autoridades enfrentam desafios crescentes devido à sofisticação das redes criminosas.

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A Polícia Marítima apreendeu, esta semana, duas lanchas de alta velocidade no Rio Tejo, utilizadas por redes de tráfico de droga. As embarcações transportavam 22 toneladas de combustível, um recurso essencial para alimentar os circuitos de transporte transatlântico de estupefacientes.

Segundo as autoridades, as operações de combate ao narcotráfico são cada vez mais complexas, uma vez que as redes criminosas têm vindo a investir fortemente em tecnologia e logística.

Com cerca de 2.500 quilómetros de costa e uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas do mundo, Portugal é uma porta de entrada estratégica para o narcotráfico na Europa, tornando-se cada vez mais apetecível para as redes internacionais de droga.

As ações de combate envolvem diversas forças de segurança, mas é a Polícia Marítima que assume um papel de destaque. Esta semana, voltou a protagonizar uma apreensão significativa no Tejo, impedindo que duas narcolanchas abastecidas com milhares de litros de combustível fossem utilizadas.

O momento mais crítico destas operações é a interceção das embarcações pelo Grupo de Ações Táticas. Os agentes atuam de dia e de noite, a alta velocidade, muitas vezes em condições meteorológicas adversas.

Estas redes, altamente lucrativas, operam com cadeias logísticas complexas e têm apostado na contratação de mão de obra especializada e na utilização de tecnologias avançadas, o que representa um desafio crescente para as autoridades.

Um novo passo no combate a esta realidade está prestes a avançar: o Governo aprovou este mês uma proposta para regular o uso de lanchas rápidas, medida que conta com o apoio da Polícia Marítima.

Só no último ano, a Polícia Marítima realizou mais de 50 mil ações de fiscalização, que resultaram na apreensão de 14 lanchas rápidas e quase seis toneladas de droga.