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Chefe da PSP na unidade de violência doméstica acusado pelo MP de agredir e ameaçar a mulher

Suspeito ameaçava a mulher, o filho e os sogros de morte e gabava-se de ser amigo de procuradores do Ministério Público (MP). Chegou a sugerir matar a mulher e o filho com recurso a gasolina.

Chefe da PSP na unidade de violência doméstica acusado pelo MP de agredir e ameaçar a mulher
PSP

Chefe da Polícia de Segurança Pública que trabalhava na unidade de violência doméstica foi acusado pelo MP de um crime de violência doméstica, nove de ameaça, três de introdução em lugar vedado ao público e um de ofensa à integridade física, segundo avança esta terça-feira o jornal Expresso.

De acordo com a notícia, o indivíduo usava a sua posição nesta unidade específica para aterrorizar a mulher e os sogros, gabando-se de ser amigo de procuradores do Ministério Público (MP) para que as vítimas não apresentassem qualquer queixa.

A mulher, advogada, foi vítima de violência doméstica ao longo de 10 anos. Nas mensagens a que o Expresso teve acesso, as ameaças de cariz violento são claras. Numa dessas mensagens, chega a sugerir matar a mulher e o filho regando-os com "gasolina" enquanto estes suplicavam pela vida.

Está em prisão domiciliária sob vigilância eletrónica.

PSP diz que foi instaurado processo disciplinar

A PSP esclarece que à data dos factos, o homem em causa já não prestava serviço no departamento de Resposta Integrada de Apoio à Vítima (RIAV).

Em comunicado, acrescenta que os factos ocorreram no dia 16 de março de 2025, dia em que o indivíduo foi detido pela PSP de Leiria.

No dia 19 de março, foi-lhe aplicada a medida de coação de "obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica". No dia seguinte, foi instaurado um processo disciplinar ao agente, que se encontra a "aguardar decisão judicial", motivo pelo qual não foram até ao momento realizadas diligências instrutórias relevantes.

Na mesma nota, a direção nacional da PSP sublinha que "acompanha com a maior atenção e rigor" os processos de suspeitas de prática de crimes por parte de elementos policiais, sobretudo de matérias tão sensíveis como a violência doméstica.