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"Estamos cansados": sapadores florestais em protesto junto à Assembleia da República

Os sapadores florestais acusam os sucessivos governos de ainda não terem respondido às reivindicações e lamentam que só sejam lembrados sobretudo durante a época de incêndios, quando, na verdade, trabalham durante todo o ano.

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Dezenas de sapadores florestais manifestaram-se, esta terça-feira, junto à Assembleia da República para exigir o subsídio de risco pelo trabalho e denunciar a falta de pessoal nas equipas, assim como os salários que não são atualizados há vários anos.

"Há 25 anos que exerço esta função e não temos melhorias, muito pelo contrário, está a regredir. Vê-se a falta de elementos na equipa de sapadores florestais. O trabalho não é recompensado com os ordenados que recebemos", disse, à SIC Notícias, um sapador florestal.

Quando se fala de sapadores florestais, a maioria associa-os aos incêndios. Mas o trabalho destes profissionais é, sobretudo, feito no inverno: preparar a floresta para que, na altura do combate, o trabalho não seja tão difícil.

São poucos, cerca de dois mil em todo o país e enfrentam todo o tipo de adversidades. Por isso, exigem desde logo um subsídio de risco. Pela carga que enfrentam, querem também que a profissão seja reconhecida como de desgaste rápido.

Na semana passada, o Parlamento votou uma proposta precisamente para reconhecer a profissão como de desgaste rápido e para atribuir o subsídio de risco, mas acabou chumbada com votos contra do PSD, IL e CDS, votos a favor do Chega, Bloco e PAN, e abstenções do PS, PCP e Livre.