"Free Gaza", "Free Palestine" e outras como "Sudão", "Angola" ou "Congo" estão esta sexta-feira de manhã marcadas com tinta preta nas paredes do Museu de Design de Lisboa (MUDE). O edifício foi ainda pichado com tinta vermelha e a palavra "Antifa".
Estes atos de vandalismo surgem depois da concentração desta quinta-feira junto ao MUDE e à embaixada de Israel em Lisboa que dispersaram já de madrugada, sem registo de quaisquer confrontos ou detenções, segundo confirmou a PSP à Lusa.
Mais de mil manifestantes marcaram presença num protesto, em Lisboa, para exigir a libertação dos cidadãos portugueses detidos por Israel, em embarcações com ajuda humanitária da Flotilha Global Sumud.
No protesto, organizado pelo movimento de solidariedade com a Palestina e que começou em frente à Embaixada de Israel, estiveram presentes adultos, jovens e crianças que exibiam a bandeira da Palestina e o lenço simbólico palestiniano keffiyeh.
Na mesma noite, mais de cem pessoas transferiram o protesto para o MUDE, onde decorreu um debate entre os candidatos à Câmara de Lisboa, obrigando a corte da Rua Augusta em ambos os sentidos.
Os manifestantes pediram sanções a Israel e a demissão do atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
Quatro portugueses detidos por Israel em águas internacionais
As forças israelitas intercetaram entre quarta e quinta-feira a Flotilha Global Sumud, com mais de 40 embarcações, que se dirigia à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária. Foram detidos centenas de participantes, incluindo quatro cidadãos portugueses: a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse na quinta-feira esperar que os cidadãos portugueses possam regressar ao país "sem nenhum incidente", considerando que a mensagem da flotilha humanitária foi transmitida.
Também foram detidos 30 espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisinos, 15 brasileiros e 10 franceses, bem como cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia.
Os organizadores denunciaram a falta de informação sobre o paradeiro de 443 participantes da missão humanitária.
Com Lusa
