Quinze meses depois do acordo assinado com o Governo que estabelece o aumento faseado do suplemento de risco em 300 euros até 2026, voltaram as reuniões.
Desta vez, para discutir os outros assuntos que também preocupam: tabelas remuneratórias, carreiras e revisão dos suplementos.
Maria Lúcia Amaral, a ministra, quer reunir-se individualmente com cada estrutura sindical e, por isso, as rondas negociais arrastam-se até 24 de novembro, colocando em risco, segundo os sindicatos, a aplicação de novas medidas já no próximo Orçamento do Estado.
Inconformado, o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), não quis esperar pelo desfecho das negociações e convocou quatro dias de protesto para exigir a valorização salarial e da carreira dos polícias. O último dia de protesto está agendado para 24 deste mês, no Terreiro do Paço. Um dia antes, será nas chegadas do Aeroporto de Lisboa.
O Sinapol alerta que, por falta de valorização das carreiras, os últimos concursos para ingressar na PSP não foram preenchidos por falta de candidatos. A PSP e GNR avisam que os suplementos remuneratórios não são alterados há 16 anos e estão cansados de esperar.
