País

Mulheres representam menos de 10% dos 308 autarcas do país

Em quase cem municípios, o próximo presidente de câmara será um homem. Braga, Castelo Branco, Santarém, Viana do Castelo e Viseu, por exemplo, não têm uma única mulher no boletim de voto. 

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Em quase 100 municípios, os candidatos a liderar as autarquias são homens. O número de mulheres à frente de Câmaras Municipais tem vindo a diminuir e representam menos de 10% dos 308 autarcas do país.

Não é preciso esperar por domingo nem ter uma bola de cristal. Em quase cem municípios, o próximo presidente de Câmara será um homem.

Braga, Castelo Branco, Santarém, Viana do Castelo e Viseu, por exemplo, não têm uma única mulher no boletim de voto.

Olhando para as listas de candidatos às autárquicas, a paridade é maior nos partidos de esquerda, sendo o PAN o único que concorre com mais mulheres do que homens.

Pela negativa, o destaque vai para a Iniciativa Liberal.

A política continua a ser um mundo de homens e no poder local esta realidade é ainda mais acentuada. Nas autárquicas de 2021, o número de mulheres à frente de autarquias diminuiu. Foi o PS quem mais elegeu presidentes do sexo feminino.

A lei da paridade existe há quase 20 anos, mas a investigadora da Universidade Portucalense, Eva Macedo, aponta, em entrevista à SIC, lacunas e defende que é preciso fazer ajustes para que o poder político seja exercido de forma paritária:

"Seria aplicar o limiar da paridade, os 40% que estão em vigor neste momento, ao número total de candidatos cabeças de lista apresentados por cada partido. Há muitos estudos que comprovam que democracias menos paritárias são mais frágeis e, seguramente, mais injustas."

Novas eleições à porta e velhas barreiras para as mulheres.

Acompanhe aqui os resultados das Eleições Autárquicas de 2025