Política

Marcelo diz que era "inevitável" Orçamento do Estado entrar na campanha das autárquicas

O Chefe de Estado defende que, ainda que próxima do dia de entrega do Orçamento do Estado para 2026, a data que escolheu para as eleições autárquicas foi a mais acertada. Quantos aos resultados eleitorais, afirma que são "imprevisíveis".

Marcelo diz que era "inevitável" Orçamento do Estado entrar na campanha das autárquicas
HUGO DELGADO/LUSA

O Presidente da República afirma que foi uma coincidência a data das eleições autárquicas ser tão próxima da data de entrega do Orçamento do Estado. Marcelo Rebelo de Sousa considera que era inevitável o Orçamento entrar na campanha e considera que é “imprevisível” o que vai acontecer nas autárquicas.

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O Chefe de Estado defende que, "olhando para trás, a data que definiu para a realização destas eleições foi bem escolhida”. “Senão, não havia campanha eleitoral autárquica nenhuma, porque as pessoas saíam de férias e entravam diretamente na votação, justificou o Presidente da República, em declarações aos jornalistas, esta terça-feira.

“E é evidente que, se estamos em vésperas de entrega do Orçamento, tinha que se falar no Orçamento”, comentou.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “agora, o interessante é saber, no poder local, como é que estão os partidos.

"O poder local em Portugal, há muito tempo, há bastantes anos, que tem uma estrutura muito fixa, em termos eleitorais. Mantém-se ou muda? Acho que é imprevisível”, declarou.

Caso juiz Ivo Rosa? Marcelo pede reflexão na Justiça

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O Presidente da República recusou ainda comentar a investigação ao juiz Ivo Rosa. Afirma apenas que não se pode pedir aos políticos que intervenham e volta a pedir uma reflexão interna da Justiça.

Eu sou dos defensores de que não se deve pedir aos políticos para intervirem no domínio da Justiça porque isso quebra a separação de poderes. Mas sou também defensor de que, perante dúvidas que surgem e que não são fáceis de perceber no relacionamento de uma estrutura e comportamento de uma estrutura, que isso seja apreciado e refletido serenamente pelos órgãos de topo das magistraturas”, defendeu.

O que eu queria era que o Conselho Superior da Magistratura e o Conselho Superior do Ministério Público se debruçassem sobre casos que podem criar dúvidas relativamente à imagem da Justiça no relacionamento entre magistraturas e dentro das magistraturas”, afirmou o Presidente da República.