Do centro de instalação temporária em Faro foram libertados 12 marroquinos. À saída, havia um advogado à espera, que levou consigo três dos homens. As restantes nove pessoas foram colocadas num comboio com destino à Pousada da Juventude de Portimão, com bilhetes pagos pela Segurança Social.
A meio do percurso, uma mulher saiu do comboio.
Os restantes oito - seis homens e duas mulheres - ainda chegaram a levantar refeições na Santa Casa da Misericórdia, mas nessa noite acabaram por deixar a Pousada e alguns pertences.
A Movijovem, gestora das pousadas, não dá pormenores sobre o caso, mas refere que durante a estadia as pessoas em causa demonstraram sempre uma conduta cordial e respeitadora.
Além dos marroquinos que estavam em Portimão, outros 22 tinham sido alojados na Pousada de S. Pedro do Sul, em Viseu. Foram vistos a falar com o condutor de uma viatura de matrícula espanhola, horas antes de começarem a abandonar a pousada.
Faziam todos parte do grupo que em agosto chegou numa embarcação de madeira a uma praia perto de Sagres. O destino seria Espanha, mas o estado do mar acabou por os empurrar para o Algarve.
Foram detidos e receberam ordem de expulsão do tribunal, mas 33 recorreram. Não houve resposta judicial em 60 dias e, legalmente, não podiam continuar nos centros de instalação temporária. Foram libertados e podiam circular livremente no país, até serem notificados da decisão do recurso.
