País

Onde estão os migrantes marroquinos que ‘desapareceram’ do mapa?

As autoridades acreditam que a maior parte dos migrantes marroquinos que desapareceram já deverão estar em Espanha. Tinham sido encaminhados para as Pousadas da Juventude de Viseu e de Portimão depois de esgotado o prazo de 60 dias para a permanência nos centros de instalação temporária.

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Do centro de instalação temporária em Faro foram libertados 12 marroquinos. À saída, havia um advogado à espera, que levou consigo três dos homens. As restantes nove pessoas foram colocadas num comboio com destino à Pousada da Juventude de Portimão, com bilhetes pagos pela Segurança Social.

A meio do percurso, uma mulher saiu do comboio.

Os restantes oito - seis homens e duas mulheres - ainda chegaram a levantar refeições na Santa Casa da Misericórdia, mas nessa noite acabaram por deixar a Pousada e alguns pertences.

A Movijovem, gestora das pousadas, não dá pormenores sobre o caso, mas refere que durante a estadia as pessoas em causa demonstraram sempre uma conduta cordial e respeitadora.

Além dos marroquinos que estavam em Portimão, outros 22 tinham sido alojados na Pousada de S. Pedro do Sul, em Viseu. Foram vistos a falar com o condutor de uma viatura de matrícula espanhola, horas antes de começarem a abandonar a pousada.

Faziam todos parte do grupo que em agosto chegou numa embarcação de madeira a uma praia perto de Sagres. O destino seria Espanha, mas o estado do mar acabou por os empurrar para o Algarve.

Foram detidos e receberam ordem de expulsão do tribunal, mas 33 recorreram. Não houve resposta judicial em 60 dias e, legalmente, não podiam continuar nos centros de instalação temporária. Foram libertados e podiam circular livremente no país, até serem notificados da decisão do recurso.