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Portugueses divididos sobre proibição do uso da burca: cultura ou discriminação?

A lei, aprovada esta sexta-feira no Parlamento, divide opiniões entre quem defende a liberdade religiosa e quem considera necessária a adaptação às normas culturais do país.

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O Parlamento aprovou, esta sexta-feira, a proibição do uso de trajes que ocultem o rosto, como a burca e o niqab, em espaços públicos.

Apesar de o termo "burca" não estar explicitamente mencionado no projeto de lei, o objetivo da legislação é proibir a utilização de "roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto".

A proposta, apresentada pelo partido Chega, contou com o apoio do PSD, Iniciativa Liberal e CDS. PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda votaram contra, enquanto PAN e JPP se abstiveram.

Para perceber a reação da população, a SIC Notícias foi para a rua questionar os cidadãos sobre esta nova proibição. Quem se mostrou contra considerou que o Parlamento está a pôr em causa a liberdade religiosa.

“O Parlamento está a criar problemas onde eles não existem. Está a manipular as pessoas e a tentar polarizar a população, sobretudo numa altura em que há assuntos bem mais importantes a tratar, tanto a nível nacional como internacional”, afirmou uma cidadã entrevistada.

Por outro lado, os que apoiam a medida defendem que quem usa este tipo de vestuário deve adaptar-se às normas e à cultura do país onde vive.

“Discordo completamente da utilização das burcas, seja em Portugal ou em qualquer outro país. É uma afronta à mulher. E se estão no nosso país, devem respeitar as nossas regras e as nossas leis”, declarou outro cidadão.