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Comunidade islâmica de Faro não antevê mudanças com proibição da burca: "Quantas mulheres vê na rua a usar?"

O Parlamento aprovou, na generalidade, a proposta que proíbe o uso de vestuário que oculte totalmente o rosto em espaços públicos. Nas comunidades islâmicas locais, o tema soa distante. No Algarve, por exemplo, as mesquitas encaram a medida com indiferença perante um problema que acreditam não existir de facto.

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Umar Abdulsattar não se lembra de alguma vez ter visto entrar uma burca pela porta desta mesquita e, por isso, não se antevê qualquer mudança para a centena de fieis da comunidade islâmica do Patacão, em Faro.

A proposta, aprovada no Parlamento, não especifica se se aplica à burca ou ao niqab, mas são esses que pretende proibir, porque tapam o rosto.

Nenhum destes dois véus, porém, parece fazer parte da vida dos muçulmanos que escolheram viver no Algarve. É preciso recorrer a imagens de outros países para os mostrar.

Ainda assim, a comunidade insiste que o uso desta indumentária é uma escolha, que não compromete a segurança nem a identidade nacionais.

Para já, os muçulmanos ficam expectantes até porque a lei ainda vai ser trabalhada.