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Marcelo recorda Francisco Pinto Balsemão, "uma das personalidades mais marcantes dos últimos 60 anos"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembra que o fundador da SIC e do Expresso, que morreu esta terça-feira aos 88 anos, “esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje”.

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Marcelo Rebelo de Sousa evoca Francisco Pinto Balsemão, personalidade que considera ser "uma das mais marcantes" das últimas seis décadas em campos tão importantes como a política, a sociedade e a imprensa. O antigo primeiro-ministro morreu, esta terça-feira, aos 88 anos.

Em texto assinado pelo próprio, o chefe de Estado não esquece aquele que considera ser "uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos" na "política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa".

No campo político, detalha, Balsemão foi "coautor dos projetos de revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e lei de liberdade religiosas" entre o final da década 60 e o início dos anos 70.

"Depois do 25 de Abril, fundador do PPD, hoje PSD, Vice-Presidente da Assembleia Constituinte, Parlamentar, Governante, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro, durante a revisão constitucional que pôs termo ao Conselho da Revolução, com a transição para a Democracia plena, longevidade, Conselheiro de Estado", enumera.

Desde os anos 70 até ao presente, prossegue, o fundador da SIC e do Expresso foi um dos "políticos portugueses com efetiva projeção externa", com particular destaque na Europa e nos EUA.

Portugal "nunca esquecerá" Francisco Pinto Balsemão

Na área da sociedade, um dos nomes fortes da social-democracia portuguesa liderou e integrou "causas, movimentos de opinião e instituições europeístas, euroafricanas e latino-americanas e transatlânticas".

"Na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril, criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa, lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da Democracia", destaca o Presidente da República.

O chefe de Estado, que entende que Portugal "nunca esquecerá" Francisco Pinto Balsemão, conclui atribuindo os adjetivos de "visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista" ao fundador do grupo Impresa, personalidade que "esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje".