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Portugal tem algumas das unidades mais bem preparadas da Europa, garante chefe do Estado-Maior do Exército

O cenário internacional de uma guerra as portas da Europa, com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia em 2022, obrigou todos os países a repensar a política de defesa. Portugal já tem em marcha a modernização de equipamentos. Contudo, numa entrevista exclusiva à SIC, o general Mendes Ferrão avisa que modernizar não chega.

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O Exército está a receber o maior investimento das últimas décadas em equipamento e armamento. Numa entrevista à SIC, o general Mendes Ferrão, chefe do Estado-Maior, garante que Portugal tem algumas das unidades mais bem preparadas da Europa, mas avisa que modernizar não chega e que é preciso continuar a atrair os jovens para as Forças Armadas.

O cenário internacional de uma guerra as portas da Europa, com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia em 2022, obrigou todos os países a repensar a política de defesa. Portugal já tem em marcha a modernização de equipamentos.

"Temos de ter já uma brigada pronta, que está praticamente constituída. Depois temos de sucessivamente de edificar várias unidades novas e modernizadas. Já está a ser concretizada (...)", afirma o general Mendes Ferrão, chefe do Estado-Maior do Exército.

O projeto "Força Terrestre 2045" está em marcha. O investimento pode ultrapassar 1,5 mil milhões de euros em seis programas diferentes. Entre outros estão sistemas antimísseis, sistemas de resposta a drones e aeronaves não tripuladas, mas também viaturas de combate de infantaria.

Portugal tem assumido nos últimos anos um maior compromisso nas missões NATO.

As forças especiais são um das unidades do exército destacada no chamado flanco leste da NATO. A imagem deixada é de um treino especializado e um espírito de missão de valor. Para o responsável pelas forças terrestres, o reconhecimento não surpreende, mas deixa o aviso.

"Sabemos que é uma tropa de elite (...). Mas as capacidades militares levam tempo a edificar. É preciso sistemas, pessoas", acrescenta o responsável em entrevista à SIC.

Portugal tem também outras missões internacionais. Na República Centro Africana, há militares de portugueses com participação ativa na estabilização do país e segurança. Sobre se Portugal poderá desempenhar o mesmo tipo de missão noutros países, como Moçambique, o chefe de Estado-Maior do Exército diz que Portugal está preparado para qualquer missão desde que seja lhe seja atribuída.

Em Viseu, pode ser visto parte daquele que é o investimento nas forças armadas.

Até 2045, Portugal terá praticamente de duplicar a capacidade de resposta internacional.