O aperto nas entradas já se sente nas fronteiras. Em cerca de um ano, o número de recusas por motivos de segurança aumentou 30%.
O aumento das recusas é claro, mas a maioria dos pedidos de visto não representa qualquer risco. O balanço é feito pelo coordenador da unidade de coordenação de fronteiras e estrangeiros numa entrevista ao Diário de Noticias.
O superintendente Pedro Moura explica que o número de indeferimentos aumentou porque há mais rigor na análise dos pedidos.
O responsável máximo pela segurança das fronteiras admite que os casos problemáticos são residuais. Estão quase sempre relacionados com suspeitas de atividade criminosa e irregularidades nos documentos.
Este ano, foram detetadas 31 pessoas que eram procuradas pela Interpol e que estavam a tentar entrar em Portugal.
Em dois anos, a unidade de coordenação de fronteiras e estrangeiros analisou os processos de mais de meio milhão de imigrantes.
Nesta entrevista ao DN, o superintendente Pedro Moura admite que o novo sistema de entradas e saídas criou dificuldades em alguns aeroportos, mas acredita que será uma situação transitória e que no próximo ano o sistema estará a funcionar em pleno.