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PJ faz buscas na TAP por suspeita de crimes na privatização da companhia

Em causa estão crimes como oferta e recebimento indevido de vantagem, burla qualificada e participação económica em negócio. O processo foi aberto no DCIAP em outubro de 2022, após uma denúncia do então ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

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Uma equipa do Ministério Público, apoiada por dezenas de inspetores da Polícia Judiciária e juízes do Tribunal Central, realizou esta terça-feira buscas na TAP, por suspeitas de crimes no processo de privatização da companhia aérea portuguesa em 2015.

Em causa está a suspeita de crimes como oferta e recebimento indevido de vantagem, burla qualificada e participação económica em negócio.

O diretor da Polícia Judiciária confirmou, na sede da instituição em Lisboa, as buscas à TAP. "Estamos a dar todo o apoio e suporte, por parte da Instituição, após solicitação do Ministério Público e do DCIAP, em particular", afirma Luís Neves.

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Em declarações à SIC, a TAP diz que “não comenta processos judiciais” e garante “colaborar sempre com as autoridades em todas e quaisquer investigações”.

Pedro Nuno Santos fez a denuncia em 2022

O processo foi aberto no DCIAP em outubro de 2022, após uma denúncia do então ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Em setembro de 2024, juntou-se ao processo um parecer da Inspeção-geral de Finanças, que já apontava para suspeitas de crimes.

A privatização da TAP aconteceu em 2015, durante o Executivo de Pedro Passos Coelho.

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