As mais de 20 escutas que envolve António Costa e os principais suspeitos do caso do lítio e do hidrogénio - que ficou conhecido como "Operação Influencer" - foram agora enviadas para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), ainda que remontem a 11 de novembro de 2020 e 2023.
De acordo com o jornal Diário de Notícias, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) omitiu estas escutas ao STJ e ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC). As escutas, que já eram do conhecimento dos tribunais mas que não tinham ainda sido usadas, foram entregues em outubro deste ano para serem incluídas no processo, mas acontece que o STJ alega já não ter competência legal para as validar.
A defesa foi notificada na tarde desta sexta-feira da decisão do TCIC depois de o STJ ter declarado que, uma vez que António Costa já não é chefe de governo, não tem de se pronunciar sobre a matéria em causa. O TCIC considera assim “esgotado o poder jurisdicional" face ao tempo decorrido.
Quem está envolvido nestas escutas?
Nas 22 escutas telefónicas estarão conversas de António Costa com os principais suspeitos no processo como Vítor Escária (na altura, chefe de gabinete), Diogo Lacerda Machado (“o melhor amigo”) e João Galamba (ex-ministro das Infraestruturas).
Foram ainda apanhadas conversas com João Pedro Matos Fernandes, na altura ministro do Ambiente e suspeito de corrupção passiva e prevaricação, motivo que justificava a escuta ao seu telefone.

