No final de mais uma reunião, que terminou sem acordo, a ministra do Trabalho não desiste de travar a greve e deu à UGT o tempo pedido para analisar a última proposta de alteração à lei laboral.
Para já, as mexidas no anteprojeto não demoveram a UGT, que aumenta a pressão. Esta quinta-feira entregou o pré-aviso para a greve geral de 11 de dezembro, apesar de ter reconhecido maior abertura ao diálogo por parte do Governo.
Os médicos, pela voz da FNAM, aderiram ao protesto. O Sindicato Independente dos Enfermeiros não aceita a precarização na saúde. A FENPROF, afeta à CGTP, apela a uma forte adesão. A FESAP deixou o avanço dependente do “sim” da UGT.
A greve, que começou por ser convocada pela CGTP, mas que ao fim de 12 anos volta a unir as duas centrais num protesto geral, é para o ministro dos Assuntos Parlamentares uma decisão extremista.
O Governo garante que não existe qualquer imobilismo no processo. Na proposta entregue à UGT, mantém, entre outras, as polémicas medidas de simplificação dos despedimentos por justa causa.