A greve desta sexta-feira na função pública estava às 09:00 a registar uma adesão de cerca de 60% na educação e saúde, com uma maior expressão na zona norte, disse à Lusa o secretário-geral da Fesinap.
"A adesão à greve ronda os cerca de 60% sobretudo na saúde, nas escolas e nas IPSS, mas está a ter maior expressão no norte do país. Ainda estamos a recolher dados de todos os setores", disse à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap), Mário Rui.
"Estamos aqui para ser ouvidos"

Bárbara Ribeiro, da Fenisap, adiantou que a adesão à greve deve rondar os 90% no setor da saúde e voltou a frisar que estão ali "para serem ouvidos".
A greve, convocada pela Fesinap, e que tem serviços mínimos, abrange os trabalhadores de todas as carreiras da administração pública sejam gerais ou especiais.
Mário Rui remeteu para mais tarde dados mais concretos sobre a adesão à greve contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.
A retirada imediata da proposta de reforma laboral, pedir uma reunião urgente com o Governo sobre a reforma "Trabalho XXI", o fim da discriminação sindical praticada pelo executivo e participação efetiva da Fesinap nas negociações laborais são os motivos da greve, de 24 horas.
Hospitais com vários serviços encerrados, escolas também com portas fechadas

António Moreira, da Fesinap, diz que a adesão à greve está a ser significativa, tanto na educação como na saúde.
Mário Rui adiantou também que a greve visa igualmente denunciar a discriminação sindical praticada pelos consecutivos governos, acrescentando que foram decretados serviços mínimos para todas as instituições públicas.
