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Escolas encerradas e centros de saúde a meio gás: greve da função pública teve impacto de norte a sul do país

A greve da função pública convocada pela FESINAP afetou sobretudo os setores da saúde e educação. O sindicato exige a participação nas negociações sobre a lei laboral e já pediu uma reunião urgente com o Governo. 

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Foi todo o dia um entra e sai no centro de saúde de Sete Rios, em Lisboa. De luzes apagadas e sem funcionários administrativos, funcionou todo o dia a meio gás. "Até pensei que fosse feriado porque do meio para trás está tudo às escuras. Só cá está o segurança", explica uma utente. 

Segurança que esclareceu os utentes e ajudou a que o centro de saúde funcionasse. As consultas programadas aconteceram conforme planeado. Já quem aqui veio sem marcação tem de voltar noutro dia.

A greve da função pública convocada pela FESINAP afetou sobretudo os setores da saúde e educação. Os portões fechados na escola básica 2, 3 de Matosinhos surpreenderam pais e alunos… mesmo aqueles que já tinham sido avisados da greve.   

A Federação de Sindicatos Independentes da Administração Pública exige a participação nas negociações sobre a lei laboral e já pediu uma reunião urgente com o Governo. 

“Temos estado a tentar que o Governo nos receba para debatermos todos estes assuntos, o que não está a acontecer”, diz Carlos Machado da FESINAP. 

Médicos e professores também já avisaram que vão aderir a esta greve. O primeiro-ministro vai receber a UGT em São Bento na próxima quarta-feira.