Há seis meses, a Investigação SIC revelou o caso extremo de uma universitária que, durante dois anos, perseguiu várias colegas. Enviou centenas de mensagens, fez ameaças, montagens com fotografias e chegou a inventar a morte de uma das vítimas. Agora, o Tribunal da Relação confirma a pena de prisão efetiva que lhe tinha sido aplicada.
Entre 2019 e 2021, uma estudante do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas perseguiu várias alunas da mesma faculdade.
Escudada num nome falso, escreveu emails, enviou mensagens, criou fotomontagens e fez encomendas para casa de uma estudante. Chegou mesmo a inventar a morte de uma das vítimas.
O caso, revelado pela Investigação SIC, levou à condenação da universitária, hoje com 28 anos: sete anos e nove meses de prisão por perseguição, falsidade informática e denúncia caluniosa.
A defesa recorreu, alegando uma série de nulidades, falta de provas e de traduções de documentos.
Agora, o Tribunal da Relação de Lisboa vem dizer que o acórdão não tem nulidades, que não há erros no julgamento e que, por isso, confirma integralmente a pena.
A estudante universitária continua condenada a prisão efetiva, reduzida de sete para seis anos e nove meses graças à amnistia concedida pela vinda do Papa a Portugal.
