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Análise

"Somos um país demasiado pobre para não usarmos os enfermeiros especialistas"

A Ordem dos Médicos aceitou que as grávidas de baixo risco possam ser vigiadas por enfermeiros especialistas, ainda que de forma temporária. Francisco Goiana da Silva, comentador da SIC, saúda uma medida que considera "responsável" numa altura de "grandes dificuldades", lembrando que "mais de metade dos partos normais em Portugal já são assegurados por enfermeiros especialistas".

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“Todas as pessoas com algum bom senso percebem que é uma medida boa e responsável”, diz Francisco Goiana da Silva sobre o plano de colocar enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia para vigiar grávidas de baixo risco. O comentador da SIC explica o impacto que a medida vai ter.

"As grávidas que não têm médico de família ganham uma alternativa, com recurso a enfermeiros especialistas, que passam a poder estar localizados nos centros de saúde a fazer o acompanhamento das grávidas de baixo risco", diz Francisco Goiana da Silva.

O comentador da SIC afirma que, em Portugal, “mais de metade dos partos normais, de baixo risco, já são assegurados por enfermeiros com especialidade em saúde materna e obstetrícia".

Goiana da Silva destaca as “grandes dificuldades” do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na “gestão e disponibilidade de recursos humanos”, considerando que o país não se pode dar ao luxo de recusar a ajuda dos enfermeiros especialistas.

“Somos um país demasiado pobre e com demasiadas carências em recursos humanos para não usarmos de forma completa as capacidades e competências dos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia.”