Nem todos estiveram, nem todos estão com esta forma de assinalar o 25 de novembro. Decalcado do desfile que aqui mesmo no Terreiro do Paço, aconteceu no dia 25 de abril de 2024 para os 50 anos do dia da Liberdade, há sete ministros mais o primeiro-ministro a assistir a uma parada presidida pelo Presidente da República e que teve na mensagem do general Ramalho Eanes, lida pelo presidente da comissão organizadora do cinquentário do 25 de novembro o momento distintivo.
“Acabámos de ouvir ler as palavras do presidente António Ramalho Eanes, do capitão de abril de 1974, abril sem o qual não haveria novembro de 1975, do chefe militar em novembro de 1975, novembro sem o qual não teria havido a constituição de 1976”, disse o Presidente da República.
O presidente da República, num dos últimos atos de celebração de efemérides dos seus dois mandatos, nunca se refere à controvérsia que esta celebração da data, que apenas este governo quis fazer, gerou.
“É importante para o país ter esta evocação e ter este registo histórico e legá-lo a todas as gerações para percebermos de onde é que vimos e o que é que queremos construir no futuro”, disse aos jornalistas Luís Montenegro.
No futuro próximo, há pelo menos o incómodo de duas comissões, a do 24 de abril e a do 25 de novembro, continuarem a trabalhar em celebrações paralelas dos 50 anos das eleições de 76.
