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Cravos vermelhos ou rosas brancas? As imagens da ‘guerra’ no Parlamento no 25 de Novembro

Deputados da esquerda levaram cravos vermelhos, para simbolizar o 25 de Abril, no dia das comemorações do 25 de Novembro. O CDS e o Chega não gostaram e taparam as flores.

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As flores usadas para decorar a Assembleia da República foram um tema central das comemorações do 25 de Novembro. O Parlamento estava decorado com rosas brancas, mas a esquerda levou alguns cravos vermelhos, o símbolo do 25 de Abril. 

Na lapela ou na mão, vários deputados do PS levaram cravos até ao hemiciclo, incluindo o presidente do partido, Carlos César, o secretário-geral, José Luís Carneiro, e o líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias. Nas bancadas à esquerda - à exceção da do PCP, que esteve vazia - foram surgindo mais cravos vermelhos, quer nos lugares do Livre ou na lapela da deputada única do BE, Mariana Mortágua. Mas não só: também o presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes, sentado na primeira fila dos convidados institucionais, surgiu de cravo vermelho ao peito.  

Os arranjos florais do púlpito deram mesmo aso a um"confronto" político, com deputados como Jorge Pinto e Mariana Mortágua, ou Inês Sousa Real, a colocar cravos vermelhos no arranjo de rosas brancas, e com figuras à direita, como André Ventura, a retirá-los de seguida.  

Primeiro, foi Paulo Núncio, do CDS, que tirou uma rosa branca do púlpito e tapou um dos cravos. Depois, durante o discurso de André Ventura, o líder do Chega tirou totalmente os cravos do palanque.  

Os cravos acabaram por ser repostos pelo deputado do PSD Pedro Alves, que defendeu que a data é de todos, não só de alguns. 

Com Lusa