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Parlamento divide-se em celebração do 25 de novembro e Marcelo propõe elevação de Eanes

A esquerda e a direita firmaram posições no parlamento, nas celebrações do 25 de novembro. Ramalho Eanes foi a figura unânime com Marcelo Rebelo de Sousa a propôr, por isso, elevá-lo a Marechal.

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Como se previa, as celebrações do 25 de novembro esta manhã no Parlamento resultaram num confronto entre a esquerda e a direita. O PCP nem sequer se fez representar na cerimónia.

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa reafirmou que o 25 de abril foi a "data primeira", mas que sem o 25 de novembro não havia Constituição. Unânime foi o papel de Ramalho Eanes, a personificação da coragem dos protagonistas do 25 de novembro.

Por isso, o Presidente quis elevar o momento.

"A mágoa que a história da democracia portuguesa nunca conseguirá explicar, de que a humildade do Presidente António Ramalho Eanes não tenha permitido a uma democracia que elevou ao marechalato António Spínola e António Costa Gomes, tenha podido e possa em vida, elevar ao marechalato o Presidente António Ramalho Eanes. É uma questão de justiça política."

Numa sessão em que o PCP primou pela ausência e onde se assistiu a uma guerra surda de flores, entre os cravos vermelhos e rosas brancas, os discursos revelaram a clivagem que se acentua no Parlamento e na sociedade. A importância do 25 de novembro de 1975 teve pesos diferentes.

A cada deputado que chegava ao púlpito, as flores mexiam-se: ora, vermelhas, ora brancas.

Os vários discursos são reveladores da tensão que a celebração provocou, 50 anos depois.