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Não foi a primeira vez: bombeiro já tinha violado outro colega no quartel do Fundão

Um dos principais suspeitos de ter violado um colega de 19 anos no quartel dos bombeiros do Fundão será reincidente. Terá agredido sexualmente outro colega, da mesma corporação, há 16 anos.

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A violação de um bombeiro no quartel do Fundão, noticiada esta semana, não terá sido caso inédito. Afinal, já tinha havido um outro caso de violação naquela corporação. Há 16 anos, um dos bombeiros agora suspeitos terá violado outro colega. Acabou por ser expulso da corporação, mas, como não houve queixa, foi reintegrado.  

Conhecido como Xico da Serra, é um dos principais suspeitos de ter violado um colega de 19 anos, no quartel da corporação. Mas, afinal, esta não terá sido a primeira vez que uma agressão destas aconteceu.  

O Correio da Manhã conta que, em 2009, o mesmo bombeiro terá violado um outro colega, no mesmo quartel. Na altura, Xico da Serra saiu do quartel. Não houve queixas e, por isso, o assunto ficou por ali. Acabou por ficar tudo resolvido internamente e o bombeiro foi reintegrado.  

José Sousa, o atual comandante dos Bombeiros do Fundão - que agora apresentou a demissão -, era adjunto na altura. Ao Correio da Manhã, diz que soube do acordo de silêncio que foi feito. Mas há dúvidas que continuam por explicar: por exemplo, como é que, depois do que aconteceu na época, o bombeiro regressou à corporação.  

Há imagens de videovigilância, mas comandante fala em falta de provas

Sobre o caso mais recente, José Sousa garante que acreditou na vítima, mas alega que faltavam provas para suspender os bombeiros. Diz que mesmo com as imagens de videovigilância que confirmavam o ataque, não havia provas. 

O jornal revela ainda que já chegaram outras denúncias à Polícia Judiciária da Guarda. Mais vítimas de praxes que configuram os crimes de ofensas corporais agravadas.  

Por agora, oito dos onze bombeiros suspeitos de terem violado o jovem de 19 anos, em setembro, estão suspensos por três meses. Ficam proibidos de entrar no quartel durante três meses e de exercer funções. Entre os arguidos estão um chefe e um subchefe da corporação.