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INEM alerta para aumento de intoxicações por monóxido de carbono

Este ano já foram registadas 28 ocorrências, mais dez do que no ano passado. Com a chegada do frio é preciso estar atento aos perigos que representam alguns tipos de aquecimento.

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Num país onde a pobreza energética é uma realidade, os dias de frio são um desafio para quem tem dificuldade em aquecer a casa. O custo elevado da energia obriga, muitas vezes, à procura de formas de aquecimento que nem sempre são seguras.

A lenha, por exemplo, é um dos recursos mais utilizados para combater as baixas temperaturas, especialmente nos meios mais rurais, mas acarreta perigos como o risco de intoxicação por monóxido de carbono.

Um gás invisível e inodoro que pode levar à morte. Apresenta sintomas como dores de cabeça, náuseas, mal-estar ou sonolência.

Por isso, e porque o frio está a chegar, o Instituto nacional de Emergência Médica (INEM) lembra à população a necessidade de uma utilização segura de aparelhos que podem constituir um risco, como as lareiras, braseiras, esquentadores ou aquecedores a gás.

No alerta do INEM, destacam-se os dados mais recentes que revelam um aumento significativo de ocorrências. só este ano já foram registados 28 casos de intoxicação por monóxido de carbono, ou seja, mais dez casos em relação a 2024.

A maioria das situações esteve relacionada com o uso de braseiras, esquentadores ou fogões em locais com ventilação insuficiente.

O centro de informação antivenenos do INEM reforça a necessidade de adoção de medidas preventivas como:

  • verificar o estado e manutenção dos equipamentos antes de serem utilizados;
  • evitar usar estes aparelhos em espaços totalmente fechados;
  • assegurar uma ventilação adequada nas divisões onde estão a funcionar;
  • perante sintomas como dores de cabeça, náuseas ou desmaio - abrir portas e janelas, retirar as pessoas para o exterior e contactar o 112 ou o 800 250 250.