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O que é uma hérnia encarcerada e o que pode causar

No dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi operado com sucesso a uma hérnia encarcerada, o cirurgião geral António Albuquerque explica na antena da SIC Notícias o que este problema implica e que consequência pode trazer.

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Marcelo Rebelo de Sousa foi sujeito a uma intervenção cirúrgica, esta segunda-feira, no Hospital de São, no Porto, devido a uma hérnia encarcerada, uma condição que, se não tratada atempadamente, pode ser fatal. 

O cirurgião geral esclarece que, se o chefe de Estado fez algum esforço físico “violento” nos próximos dias, isso pode ter precipitado “que o conteúdo intestinal se tenha aprisionado nesta hérnia”. 

A esse fator acrescenta ainda a possível falta de descanso como agravante da situação que levou à cirurgia de urgência. 

Com recurso a duas imagens: uma de uma hérnia ainda em fase inicial e de uma hérnia já em estado avançado, o médico cirurgião explica: 

“Na imagem mais à direita, aquele aspeto arroxeado é já indiciador que o conteúdo intestinal está gangrenado. Não tem circulação sanguínea e, portanto, aquele segmento de intestino vai ter de ser retirado do corpo da pessoa. 

Caso isso seja feito atempadamente, pode haver “uma sépsis ou uma peritonite”, que podem revelar-se fatais. 

Em relação à outra imagem, que retrata uma hérnia num estado não tão avançado, António Albuquerque elucida: 

“É um conteúdo que tem a mesma coloração daquilo que está dentro do abdómen e, portanto, está viável, não está em sofrimento, e, aí, bastará recolher esse conteúdo cirurgicamente e tapar esse orifício.”  

Esta temática gera particular interesse no dia em que o Presidente da República foi operado a uma hérnia encarcerada. 

Segundo uma nota publicada no site da Presidência da República, o Chefe de Estado sofreu uma paragem de digestão quando regressava de Amarante. Marcelo Rebelo de Sousa teve vómitos e sentiu fortes dores abdominais. 

Nos próximos dias, ficará sob observação médica no Hospital de São João.