O Presidente da República está a recuperar bem, depois de ter sido operado de urgência, ontem à noite, a uma hérnia. Marcelo Rebelo de Sousa estava a regressar de Amarante quando se sentiu mal, tendo dado entrada no Hospital São João. Após uma cirurgia a uma hérnia encarcerada, a prioridade é garantir uma recuperação sem complicações e isso passa por repouso, vigilância clínica e contenção no esforço.
Segundo Bernardo Conde, apesar do Hospital de São João ter reportado um pós-operatório tranquilo, continua a ser necessário vigiar sinais de alerta como dor intensa, tumefação que não reduz, náuseas ou vómitos, sintomas que podem indicar evolução para quadros mais graves.
No entender do médico cirurgião, nas próximas duas a quatro semanas, o Presidente deverá retomar apenas atividades leves, como higiene pessoal ou pequenas deslocações, evitando qualquer esforço físico que possa comprometer a cicatrização da parede abdominal.
Bernardo Conde explicou ainda que a cirurgia a uma hérnia encarcerada implique avaliar cuidadosamente os tecidos afetados e deixou um alerta:
"Qualquer hérnia, por muito bem operada que seja, pelo melhor cirurgião do mundo, no melhor hospital do mundo, pode recidivar, ou seja, ela pode voltar a acontecer no mesmo local. É sempre um ponto fraco da parede abdominal, uma hérnia mesmo que já tenha sido reparada e bem reparada. Portanto, ela pode voltar, no fundo, a parede abdominal a ceder naquela localização", explica o cirurgião.
O risco será maiores em pacientes fumadores, com diabetes descontrolada ou excesso de peso. Além do repouso imediato, o médico sublinha que a prevenção futura passa também por hábitos de saúde que reforcem a integridade da parede abdominal.
