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Ministra apela: "Quem ainda não se vacinou e faz parte dos grupos prioritários faça-o o quanto antes"

Ana Paula Martins assegura que as instituições públicas de saúde estão “preparadas e coordenadas” para dar “a melhor resposta possível aos portugueses, desde a prevenção até ao tratamento”. 

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Com o crescente aumento de casos, o país entrou em fase epidémica de gripe, um cenário que, previsivelmente, deverá piorar. Em conferência de imprensa, esta segunda-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu o desafio que se avizinha, mas garantiu que as instituições públicas de saúde estão preparadas. Reforçou ainda o apelo à vacinação dos cidadãos que integram os grupos prioritários.

Diretamente do Ministério da Saúde, em Lisboa, Ana Paula Martins, assegurou que as instituições de saúde, estão “preparadas e coordenadas” para dar “a melhor resposta possível aos portugueses, desde a prevenção até ao tratamento”.

Numa altura que a saúde pública enfrenta uma fases de maior pressão, a ministra reconheceu que, nos momentos mais críticos, é necessário “parar a atividade cirúrgica”, mantendo sempre as cirurgias urgentes e as cirurgias oncológicas.

Referiu que atualmente "está a predominar o vírus Influenza AH3", com um novo subtipo que poderá ter um impacto acrescido nos grupos de risco.

Por isso, alerta: as próximas oito semanas "serão particularmente exigentes".

Apontou ainda que “há mais de um ano e meio” que a tutela, em coordenação com o Ministério do Trabalho e a Segurança Social, disponibiliza mais camas em lares, residências para idosos e em cuidados domiciliários.

A ministra defendeu ainda que a “medida mais eficaz contra a gripe” continua a ser a prevenção.

Mais pessoas vacinadas em 2025

Até ao dia 30 de novembro, revelou, já tinham sido vacinadas 2.297.551 pessoas, mais 139.386 do que no mesmo período de 2024.

Aproveitou a ocasião para reforçar o apelo:

“Quem ainda não se vacinou, e faz parte dos grupos prioritários, faça-o o quanto antes. A vacina é gratuita para os grupos prioritários e está disponível nos centros de saúde e farmácias aderentes. Há centros de vacinação por todo o país com fácil acesso e que garantem a todos os cidadãos prioritários a vacinação de forma simples e sem pagar nada.”

Sublinhou que, antes de se dirigirem aos serviços de urgência, os utentes devem contactar a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou o centro de saúde, “sobretudo para quem tem médico de família”.

Anunciou também que serão alargados os horários dos Centros de Atendimento Clínico, denominados como CAC, e dos Serviços de Atendimento ao Cidadão, conhecidos como SAC.

O INEM, de acordo com a ministra, também reforçou a sua capacidade de resposta pré-hospitalar. Foram ainda ativados novos protocolos PEM (Postos de Emergência Médica) na Margem Sul e em Lisboa.

Foi também solicitado o reforço de ambulâncias de reserva junto da Liga dos Bombeiros da Autoridade Nacional de Emergência e da Proteção Civil.

Impacto da greve geral na Saúde

Sobre a greve geral de dia 11 de dezembro, a ministra da Saúde disse esperar que tenha o menor impacto possível nas situações de urgência e que conta com os profissionais de saúde.

"O que posso dizer é que esperamos que a greve impacte o menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não posso nem garantir nem confirmar, isso agora vai naturalmente depender do que acontecer no dia da greve geral", afirmou.

Ana Paula Martins disse que todas as entidades negociaram os respetivos serviços mínimos.

Disse também esperar que, havendo a coincidência de a greve geral acontecer num momento de aumento de casos de gripe, os serviços de saúde façam o seu melhor.

"Nestes momentos de grande pressão dos serviços de saúde devido a estas situações, nomeadamente estas necessidades assistenciais adicionais, nós temos sempre contado com os profissionais de saúde. Essa é, se posso dizer, a minha esperança", afirmou Ana Paula Martins.

Artigo atualizado às 21:24

Com Lusa