Às primeiras horas da manhã desta terça-feira, os doentes com pulseira amarela aguardavam, em média, cerca de 15 horas para serem atendidos no Hospital Amadora-Sintra.
O tempo de espera registado é muito superior ao recomendado, que deveria ser de apenas uma hora. No início da manhã, cerca de 15 utentes aguardavam por atendimento.
Apesar de a situação estar a começar a estabilizar, continua ainda longe dos tempos de resposta considerados adequados.
O período noturno permanece o mais crítico, devido ao menor número de profissionais de saúde em serviço. A falta de médicos e outros profissionais no hospital agrava o cenário, que se tem intensificado por causa do aumento dos casos de gripe.
Direção-Executiva do SNS admite preocupação
A situação das urgências da ULS Amadora-Sintra é, neste momento, “uma das maiores preocupações” para a direção-executiva do SNS, afirmou o diretor-executivo, Álvaro Santos Almeida.
Segundo o mesmo, a organização dos serviços de urgência continua a ser um dos principais desafios. No entanto, Álvaro Santos Almeida sublinhou que “não há soluções milagrosas”.

A gripe tem levado muitos doentes às urgências com sintomas respiratórios. Segundo a ministra da Saúde, está a circular um subtipo de vírus da gripe mais forte, que poderá afetar um número maior de pessoas.
O Governo reforça a importância da vacinação dos grupos de risco e do uso de máscara sempre que necessário, como forma de travar a propagação do vírus.
Com o aumento de casos e o impacto nas urgências, os hospitais podem enfrentar mais constrangimentos nas próximas semanas.
O Governo está a ponderar suspender algumas cirurgias programadas, caso a pressão hospitalar aumente significativamente. No entanto, as cirurgias urgentes e oncológicas não serão afetadas.
