O escritor Pedro Chagas Freitas partilhou esta terça-feira um pequeno texto dedicado a Clara Pinto Correia, aquela que é "uma das cabeças mais espantosas" que conheceu. A homenagem foi publicada pouco tempo depois de ter sido noticiada a morte da escritora.
Recordando a apresentação do seu livro "Eu sou Deus", há "quase 15 anos", Chagas Freitas revelou que o convite à escritora foi aceite e que, à data, sentiu "um orgulho desmedido".
"Admirava-a profundamente, admiro-a profundamente. Na apresentação, foi brilhante como sempre, naquela sua forma deliciosa de misturar conhecimento com desconcerto", escreveu num post ilustrado por uma fotografia de ambos no dia dessa mesma apresentação.
Para o escritor, Clara Pinto Correia era "uma das cabeças mais espantosas" que conheceu pela "curiosidade constante, a intensidade extrema, a maneira como sentia, e pensava, o mundo", sendo estas "marcas que vai deixar em todos os que a conheceram" e em "todos os que a leram".
"Que triste é a nossa vida quando nos tira da vida quem nos ajuda a viver. Um abraço, Clara. Até já. Obrigado por tudo", concluiu.
Além da literatura, numa carreira em que se destaca a obra "Adeus, Princesa", escrita quando tinha 25 anos, Clara Pinto Correia foi também bióloga e professora universitária. Clara Pinto Correia foi também jornalista, cronista, apresentadora e até atriz, no filme "Kiss me" (2004), de António Cunha Telles.
Foi encontrada morta em casa, em Estremoz, distrito de Évora, depois de um "episódio de doença súbita", segundo confirmou a SIC.

