Nas farmácias de todo o país já não há vacinas da gripe para quem tem receita médica, mas não pertence aos grupos de risco. E a indústria farmacêutica esclarece que não está previsto haver reforço de stocks.
Continuam apenas disponíveis cerca de 200 mil vacinas, mas apenas para quem faz parte dos grupos prioritários para vacinação contra a gripe, elegíveis para vacina gratuita pelo Serviço Nacional de Saúde.
"Neste momento, aquilo que estamos a fazer é vacinar a população de risco com as vacinas do Serviço Nacional de Saúde, que é aquelas que temos disponíveis e em que as pessoas podem, no fundo, vacinar-se de forma gratuita, tanto contra a Covid como contra a gripe. Em relação às vacinas do contingente privado, não há mais vacinas para colocar no mercado em Portugal", explica Ema Paulino, da Associação Nacional de Farmácias.
A informação foi confirmada à Associação Nacional de Farmácias por toda a indústria farmacêutica que comercializa as vacinas da gripe. Este ano, não conseguirão trazer mais doses para Portugal das vacinas destinadas ao contingente privado.
"Este ano nós já dispensámos mais vacinas do que aquilo que dispensámos o ano passado, em termos do contingente privado, aproximadamente 250 mil vacinas, enquanto que o ano passado tínhamos dispensado 220 mil, mas mesmo assim a procura continua e neste momento já não existem vacinas disponíveis para essa população", acrescenta Ema Paulino.
No ano passado, houve 220 mil vacinas da gripe para não prioritários. Este ano já foram administradas 240 mil. Uma maior procura num ano em que a estirpe que circula é também mais agressiva.