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Governo diz que greve foi "inexpressiva”, Sindicatos falam em "adesão histórica"

A greve geral gerou um forte desacordo sobre a sua adesão. O Governo classificou a paralisação como "inexpressiva", garantindo que a maioria do país estava a trabalhar normalmente. Em contraste, a CGTP apontou para uma "adesão massiva", estimando que mais de 3 milhões de trabalhadores participaram na greve.

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A greve geral paralisou grande parte do país, afetando diversos setores essenciais. A adesão à greve foi fortemente debatida, com o Governo a considerar a paralisação "inexpressiva", enquanto as centrais sindicais afirmam que a adesão foi de cerca de 90%.

Em Lisboa, a cidade despertou de forma bastante atípica. As principais artérias da capital, habitualmente congestionadas pelo trânsito, estavam desobstruídas, como se o ritmo da cidade tivesse sido alterado drasticamente.

Mesmo antes das 10 horas da manhã, a capital parecia um outro país, com o trânsito livre e a rotina alterada. Este cenário revelou-se como um barómetro da força das palavras e da adesão à greve.

A discussão sobre a adesão à greve gerou uma série de declarações contraditórias.

De um lado, o Governo, através do ministro da Presidência, Leite Amaro, afirmou que a paralisação era "inexpressiva" e que a maioria do país estava a trabalhar normalmente.

Do outro lado, Tiago Oliveira, da CGTP, afirmou que a adesão foi massiva, estimando que mais de 3 milhões de trabalhadores, num universo de 5 milhões e 300 mil, participaram na greve.

"É uma das maiores de sempre, se não a maior", afirmou Tiago Oliveira, destacando o grande impacto da paralisação.

Nos transportes, a greve causou uma série de problemas. Houve comboios suprimidos e voos cancelados, o que afetou milhares de pessoas que dependem destes serviços para os seus deslocamentos diários.

A saúde também foi gravemente afetada, com constrangimentos nos maiores hospitais do país.

Embora a greve tenha paralisado uma grande parte dos serviços públicos, o setor privado foi o menos afetado.

No setor privado e social, Leitão Amaro diz que a adesão à greve que variou "entre 0% e 10%". No entanto, Mário Mourão, da UGT, estimou que a adesão total à greve geral "poderá ter superado os 80%".

A Confederação dos patrões garante que apenas 2 a 3% dos trabalhadores faltaram ao trabalho durante a greve.

A UGT já avançou com a possibilidade de convocar uma nova greve caso o Governo não recue nas propostas do novo código de trabalho.