No Porto, a greve é visível em vários setores. Há escolas fechadas e impacto severo nos setores da saúde e dos transportes públicos. Várias estações estão transformadas em autênticos desertos.
A estação de Campanhã é habitualmente uma das mais movimentadas do país. Mas, esta manhã, o cenário era de poucos passageiros e menos comboios, apenas os que estavam previstos nos serviços mínimos.
Diariamente circulam no Grande Porto perto de 300 comboios, no entanto, esta quinta-feira serão pouco mais de 80.
A STCP só tem 20 linhas a funcionar e o Metro do Porto apenas duas, com uma frequência reduzida. Para quem decidiu não aderir à greve, foi complicado chegar ao trabalho.
A greve geral também teve efeitos na educação, em que muitas escolas estiveram com as portas fechadas.
Nos hospitais, a adesão também é muito elevada, dizem os sindicatos.
Mais do que falar dos dados da adesão, que garantem ser muito elevada, a Federação dos Médicos quer apontar um responsável.
Em vários hospitais foram adiadas cirurgias não urgentes e também consultas. No IPO do Porto, a adesão dos enfermeiros aproximou-se dos 100% durante a noite.
A Federação dos Médicos diz que a adesão à greve no Porto ronda os 80%.