A greve geral paralisou os transportes nas zonas mais povoadas de Lisboa e do Porto. Na CP, Carris e Transtejo, apenas os serviços mínimos garantiram a circulação.
A paralisação do metro de Lisboa começou antes da meia-noite, com o último comboio a partir pouco depois das 11 da noite.
“Todos nós temos uma responsabilidade em defesa de nós próprios e de todos os outros. Devemos lutar contra estas medidas para obrigar o Governo a efetivamente retirar esta proposta”, disse um membro do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) à SIC.
No Porto, durante a madrugada, houve quem tentasse impedir a passagem de um metro de superfície, num claro sinal de resistência à greve.
A normalmente movimentada estação de Santa Apolónia, em Lisboa, amanheceu quase vazia. A greve teve um impacto visível nas principais estações da cidade, onde a afluência de passageiros foi muito abaixo do habitual.
“Esta é a resposta dos trabalhadores, uma resposta em massa, de força, de determinação para construir uma grande greve geral”, afirmou Tiago Oliveira, da CGTP.
Na CP, os serviços mínimos permitiram a circulação de apenas 33 comboios.
“Os trabalhadores ferroviários estão apenas a cumprir os serviços mínimos. É uma demonstração completa de indignação contra o pacote laboral”, disse Luís Bravo, do SFRCI (Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante).
Na ligação entre as duas margens do rio, o último barco da manhã atracou no Barreiro às 07:10.
No setor da aviação, o Sindicato dos Pilotos informou que a TAP só iria operar 63 dos 286 voos previstos. No início da semana, a companhia aérea já tinha cancelado grande parte dos voos, permitindo a remarcação sem custos.