Foi condenado a 25 anos de prisão o assassino em série do Algarve. Matou e queimou uma mulher, após já ter estado preso pela morte de outra jovem e depois ter sido ilibado. No próximo ano, vai ser julgado pela morte de uma terceira mulher.
O Tribunal de Júri deu como provados os crimes de homicídio, profanação de cadáver e furto imputados a José Mascarenhas, que ficou conhecido como “serial killer do Algarve”.
O arguido mantinha contacto regular com Josielly Rodrigues, uma mulher brasileira, de 25 anos, que se dedicava à prostituição. No intuito de se apoderar dos rendimentos da vítima, o arguido marcou um encontro com a jovem no dia 6 de dezembro de 2022, altura em que ela desapareceu.
O corpo de Josielly Rodrigues viria a ser encontrado carbonizado numa ravina junto ao IC1, em Santana da Serra, a 9 de janeiro de 2023.
Por ter matado e queimado esta mulher o tribunal condenou José Mascarenhas à pena máxima de 25 anos de prisão.
Crimes antecedentes
O arguido já tinha sido condenado, em primeira instância, pela morte de outra mulher que foi encontrada asfixiada, com as mãos atadas, dentro de um carro em 2018, mas foi ilibado pelo Tribunal da Relação por dúvidas com as provas forenses. Do seu longo cadastro criminal consta também uma condenação por tentar asfixiar uma namorada.
No próximo ano, José Mascarenhas vai voltar a ser julgado pelo homicídio de uma terceira mulher, motorista de TVDE de 49 anos, que foi encontrada morta e esquartejada dentro de uma mala em Almancil, em 2023.
Neste momento, encontra-se a cumprir outra pena por tráfico de droga.